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Essa é daquelas poltronas que já dizem muito só de olhar. Baixa, larga, convidativa — exatamente como o modernismo brasileiro gostava de ser: menos formal, mais corpo relaxado.
Produzida na década de 70, ela tem estrutura em madeira maciça de jatobá, com encaixes aparentes e desenho direto, honesto. O assento é suspenso por percintas, solução muito usada na época por unir conforto, resistência e aquele leve balanço que faz a gente não querer levantar tão cedo.
As linhas lembram claramente os modelos consagrados da Lafer, tanto na proporção quanto na ideia de conforto generoso aliado a uma estrutura robusta. Não é cópia — é o espírito do período bem representado.
A poltrona passou por restauração, com sua espuma moldada e um novo estofamento em courino num tom creme puxando pro marrom claro, neutro e fácil de combinar. A madeira foi preservada e apresenta pequenas marcas do tempo, sutis, que só reforçam a autenticidade da peça.
É uma poltrona que funciona sozinha, mas também conversa lindamente com sofás baixos, mesas de centro robustas e ambientes que pedem presença sem exagero.
Design brasileiro bem resolvido, conforto real e aquela sensação boa de peça que atravessou o tempo com elegância.
Medidas:
Assento ao chão: 40 cm
A 72 cm x L 70 cm x P 75 cm
